Sede Administrativa da Câmara Municipal de Porto Alegre – Administrative Building for the Municipal Assembly of Porto Alegre

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Edifício visto a partir do térreo.

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Ao acessar o edifício, o visitante tem ampla visual que permite a apreensão das dimensões totais do projeto.

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Interior do edifício, nível térreo.

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O Hall fica junto à fachada traseira, integrando-se visualmente com o Parque ao lado.

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Acesso à Sede Administrativa a partir do edifício principal da Câmara Municipal.

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Conexão entre o edifício existente e a ampliação proposta.

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Fachada do edifício junto ao Parque.

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Mesas externas aproveitam a relação do edifício com o verde ao redor.

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Pavimento intermediário.

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Implantação.

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Planta baixa térreo.

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Planta baixa segundo pavimento – acesso principal.

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Planta baixa terceiro pavimento.

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Planta baixa quarto pavimento.

 

A cota alta que o projeto da Câmara Municipal de Porto Alegre impõe ao acesso principal de seu edifício complementar sugere que o partido explore a relação entre os pavimentos, intensificando as visuais privilegiadas proporcionadas pela suspensão do visitante e favorecendo a circulação em promenade no lugar da circulação mecanizada. O projeto, portanto, se organiza a partir de algumas decisões fundamentais, a saber:

• No nível da passarela (Avenida Clébio Sória) foram mantidos apenas os elementos indispensáveis para o acesso ao edifício, o que permite franca relação visual entre o visitante e o pavimento ao nível do solo, proporciona a apreensão das dimensões totais da obra e preserva ao máximo o amplo horizonte preenchido por copas de árvores que o terreno virgem atualmente oferece, dando ao visitante uma paisagem sempre distinta conforme o ciclo das estações.
• Prolongamento da passarela pelo interior do edifício: ao posicionar o hall junto à fachada sul, prolongando a Av. Clébio Sória pelo interior da planta, se obtém máximo efeito da integração visual entre os diferentes níveis e se maximiza a relação entre o edifício e o parque ao fundo.
• Aumento do vão central: além de adequar o vão à largura da passarela e permitir a ampliação do hall, o aumento do vão central permite que o próprio hall seja a cobertura do auditório, concentrando as áreas excepcionais do programa em um único elemento e racionalizando a relação dos mesmos com a estrutura portante.
• Aglutinação de zonas de apoio nas esquinas: as torres de serviços posicionadas nos cantos da planta permitem que se tire máximo proveito da planta livre e da flexibilidade de usos dela decorrente e, ao mesmo tempo, otimizam o desempenho da estrutura ao contraventar a grelha de pilares e vigas. O projeto se baseia na máxima integração entre os setores e no aproveitamento pleno das tecnologias de planta livre desenvolvidas nas últimas décadas; acreditamos que as vantagens da mínima setorização em muito superam suas deficiências.
• Delimitação das faixas de serviços: a necessidade de zonas de serviço foi associada à necessidade de dar profundidade às fachadas transparentes em função da insolação e também à cota alta do acesso acesso principal. Essa estratégia permitiu a criação de faixas de serviço devidamente cobertas no pavimento ligado ao chão tanto sob o vestíbulo de acesso como sob os jardins e áreas de estar ligadas ao café junto à fachada traseira, contribuindo para a liberação da zona central da planta para atividades compatíveis com o vazio proposto.

Concurso (Menção Honrosa)

Time: Gabriel Johansson Azeredo, Pedro Leggerini, Gabriel Waquil, Marcos Britto e Márcio Braun

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